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O Trigo (parte II)

Por Martha San Juan França

Há ainda o T. compactum, ou o tipo clube, cujo arranjo de proteínas da ordem de 8%, produz menor teor de glúten, substância por trás do crescimento e da textura dos produtos feitos com farinha. É a espécie ideal para a fabricação de biscoitos e bolos mais macios e menos crocantes. Já as massas pedem outra versão do trigo, o Triticum durum, que forma um glúten mais resistente, permitindo uma textura firme após o cozimento. Hoje em dia, no Brasil, o grão duro não é cultivado e, portanto, o trigo comum adaptado é a matéria-prima mais empregada para a produção de massas.

Originalmente, as grandes regiões produtoras de trigo estavam nas zonas de clima temperado e de chuvas moderadas, como Rússia, Estados Unidos, países da Europa Ocidental, Canadá, Austrália e Argentina. Mas, devido à seleção de produtores e, mais recentemente, às pesquisas científicas, a cultura passou a ocupar áreas cada vez maiores e mais produtivas. Um marco importante nessa história foi o trabalho desenvolvido nos anos 1960 no México, reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz, outorgado a um de seus idealizadores, o cientista Norman Borlaug, considerado o pai da Revolução Verde. O trabalho permitiu o desenvolvimento de cultivares de trigo no México, na Índia, na China e no Paquistão, além de países africanos, e influenciou profundamente a produção brasileira.

Fonte:abip

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