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Trabalho: Paraná precisa de 5 mil padeiros


Número foi estimado pelo presidente do sindicato do setor, Wilson Felipe Borgmann. Salário começa em R$ 1 mil

As padarias do Paraná tem vagas para, pelo menos, 5 mil padeiros, segundo análise do presidente do Sindicato de Confeitarias e Padarias do Paraná, Wilson Felipe Borgmann. A afirmação rebate os dados de que faltariam no Brasil cerca de 10 mil padeiros, divulgada ontem pelo diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), Giovani Mendonça. “Certamente a falta de padeiros profissionais é muito maior. Esses 10 mil seriam uma projeção bastante otimista”, afirmou Borgmann, que ontem estava em São Paulo para participar da 17ª edição da Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos (Fipan).
A média salarial paga no Paraná para um padeiro profissional, com formação formal e não apenas prática, é de R$ 1000, mas em outros estados, como São Paulo, o salário pode chegar a R$ 3 mil. No entanto, segundo Borgmann, o mercado é muito carente deste tipo de profissional. “Temos muitos padeiros que, entram nas panificadoras como auxiliares, ai aprendem a fazer o pão francês e acham que isso os torna padeiros”, argumenta.


Borgmann conta que além do pão francês um padeiro tem de fazer diversos pães e, principalmente, conhecer a farinha de trigo. “Cada tipo de farinha é adequada para determinados tipos de pães e o bom padeiro sabe reconhecer isso”, explica. Esse domínio o padeiro Paulo Zaiaz, de 55 anos, tem de sobra. Há 30 anos na profissão, só na Mister Pão, que fica no bairro Juvevê, da qual Borgmann é dono, são 25 anos.
Mendonça, da Abip, complementa ainda afirmando que os interessados nesses empregos precisam reunir qualidades gerenciais como planejamento, organização, disciplina e interação com a administração da panificadora. “O profissional que cuida dos fornos precisa entender qual o produto tem mais saída e inovar”, explica Giovani Mendonça, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip).
Segundo ele, nos últimos quatro anos, as panificadoras brasileiras contrataram 100 mil profissionais, entre padeiros, confeiteiros, ajudantes de cozinha, atendentes e gerentes de loja. Mas faltam profissionais qualificados para assumir vagas nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Nas escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a formação de um profissional com os requisitos exigidos pelo mercado leva em torno de um ano e meio. Neste tempo, ele aprende a fazer pães, biscoitos, bolos, doces, tortas, sorvetes e outros produtos de panificação e confeitaria. Também é preparado para atuar no planejamento, coordenação, orientação e controle de ações relacionadas ao fluxo de materiais e processos de produção.


O curso técnico no Senai tem uma duração média de 850 horas, além de 300 horas de estágio supervisionado em empresas. Em 2009, os cursos de panificação e confeitaria do Senai receberam um total de 20.556 matrículas no Brasil.
Concurso — Foi no Centro de Formação Profissional Gustavo Paiva do Senai em Maceió que o jovem Wagner de Mendonça Amorim se formou em 2009. Hoje, ele está entre os três melhores padeiros do país e representará o Brasil na categoria pães artísticos da etapa América da Copa do Mundo de Panificação Louis Lesaffre, que ocorrerá de 26 a 29 de setembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Na quinta-feira, 15 de julho, Wagner foi um dos vencedores da etapa brasileira da Copa do Mundo de Panificação Louis Lesaffre, que reuniu 18 padeiros de todo o país, em Brasília. Também participarão do concurso em Las Vegas, os outros dois vencedores da fase nacional: Cristiano da Silva Meirelles, do Paraná, na categoria baguetes e pães especiais, e Aldo Jesus Santos, do Espírito Santo, na categoria pães doces confeitados e massas folhadas.

Fonte: www.bemparana.com.br

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