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Setor de panificação procura profissionais qualificados


Postada em 08-02-2011 às 04:48:19



O setor de panificação e confeitaria gerou, no ano passado, 758 mil empregos diretos, 50 mil a mais do que em 2009. Mas a falta de mão de obra qualificada fez com que apenas 25 mil delas fossem preenchidas. As outras continuam à espera de candidatos. Nesta semana, são oferecidas 120 chances no Rio.

Para o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip), Marcio Rodrigues, é preciso investir em cursos para conquistar uma posição no mercado. Ele diz que o setor oferece bons rendimentos para quem investe na carreira.


— Em média, os salários giram em torno de R$ 800 no país. Mas há casos de padeiros e confeiteiros que chegam a ganhar R$ 6 mil por mês — diz Rodrigues.


Estudos


Para a área de panificação, há uma série de cursos que formam profissionais em poucos meses. No Senai, são seis meses de aulas teóricas e práticas. A técnica em Educação na Área de Alimentos do Senai, Priscila Resende, afirma que a procura pelos cursos tem aumentado:


— Recebemos cerca de cinco ofertas de emprego por semana para os alunos. Temos pessoas que já trabalham na área, querem investir na carreira ou abrir um negócio.


É nesse último caso que se encaixa o biólogo Spencer Figueiredo, de 53 anos. Funcionário da empresa da família e representante comercial de outra, ele decidiu fazer cursos na área de panificação. Apaixonou-se pela área e, agora, é dono de uma fábrica de salgados e tortas.


— Fazer cursos é importantíssimo porque nessa área $as técnicas é fundamental para não desperdiçar material. Quem quer deve apostar, sim, nessa área. Há muitos empregos — afirma Figueiredo.


Como empregador, Figueiredo afirma que falta mão de obra qualificada.


— Tenho dificuldade para contratar. Quem quer uma carreira precisa se dedicar.




Foto: Os alunos do curso de panificação do Senai aprendem técnicas para fazer desde receitas mais simples às mais sofisticadas / Fotografia: Fábio Guimarães


Fonte: Jornal Extra

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