sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Inovação no setor de alimentação, a chave para novos mercados

Paulo Brito
O que já se sabe, é que a tecnologia invade cada vez mais a vida das pessoas. Mas, o que muitos ainda não se deram conta, é que em objetos simples, como aquele forno que comprou para a cozinha, por exemplo, possui alta tecnologia inserida no seu desenvolvimento até que chegue às prateleiras para ser comercializado. Isso também é inovar. E, para atingir novos mercados ou manter-se em destaque, é essencial ter um pensamento inovador e construir tendências. De acordo com pesquisas do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Brasil investiu 24,2 bilhões de dólares em P&D (pesquisa e desenvolvimento) no ano de 2010. Dado correspondente a 1,19% do Produto Interno Bruto, o PIB. É nesse contexto, que podemos perceber o investimento das empresas brasileiras em inovação, embora esse valor seja tímido. A área do food service vem aprimorando cada vez mais suas estratégias para acompanhar o desenvolvimento do país. A alimentação fora do lar cresce em ritmo acelerado, e para atender a demanda, as indústrias de cozinhas profissionais têm se dedicado para oferecer equipamentos que supram o maior número de necessidades possíveis. Tendo como foco não só as cozinhas e estabelecimentos, mas também o consumidor final que irá usufruir das refeições. As inovações tecnológicas para o setor visam desde os produtos até o processo de preparo. Neste momento, as cozinhas profissionais proporcionam algo fundamental para ter-se uma boa refeição: a qualidade de trabalho para quem prepara. As tendências podem ser ditadas pelo mercado. Este caso ocorre quando os consumidores utilizam produtos ou serviços que passam a ser parte de seus hábitos cotidianos. Para as empresas que seguirem, será um pouco mais fácil de inovar, pois, já saberá o que o consumidor quer. Adaptações, ou simples alterações em design e conceito, são consideradas novidades para os consumidores. Na situação em que a empresa determina sua própria tendência, há um grande risco, porque terá que investir um alto volume de dinheiro para pesquisas e desenvolvimento. Caso o produto não seja bem aceito, poderá trazer graves consequências para a companhia. Ao menos, que a empresa já tenha um preparo e olhar especial para sacar a necessidade do cliente, antes mesmo que ele perceba o quanto precisava. Por que inovar? Hoje para ter uma empresa, é necessário preparação e dinamismo para enfrentar os diversos desafios que surgirão. A competitividade é a engrenagem do mercado, e, aquele que não inovar, poderá desaparecer no mundo dos negócios. No entanto, ele não espera as companhias terem um “start” de inovação, ele simplesmente deixa para trás quem não acompanhar o ritmo. A utilização de tendências como medidas emergenciais para elevar o número de vendas ou conquistar espaços competitivos, pode causar efeito contrário, pois, o processo de globalização de informações trouxe inúmeros significados e usos para comportamentos do mundo afora. O que exige uma análise sociocultural para ter um acompanhamento adequado e não correr riscos ao inovar. Hoje, quase tudo que se refere à cozinha precisa de aquecimento e refrigeração. Por isso, é essencial que as empresas superem as expectativas dos clientes e traga à mesa o impensável. Paulo Brito é gerente comercial da Cozil, empresa que atua no ramo de cozinhas profissionais, com mais de 26 anos de mercado.

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