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Pré-pago é nova opção para fortalecer o comércio

Antonio Jorge Castro Bueno - O sonho de todo comerciante: receber antes de vender a mercadoria. Parece utopia, mas é o que os arranjos de pagamentos pré-pagos permitem. Com a recente Medida Provisória que empodera o Banco Central para regulamentar a atividade, seu crescimento é certo: tanto que grandes empresas e poderosos setores da economia, como o de telefonia e energia, já anunciam projetos para incorporar esta modalidade aos seus sistemas financeiros. O GSPP-Grupo Setorial de Pré-Pagos estima que a participação deste arranjo de pagamento respondeu por 4% do consumo privado em 2010, mas alcançará 10% em 2020. Os R$ 84,6 bilhões transacionados em 2012 alcançarão R$ 117,0 em 2017. E não é por acaso: a telefonia pré-paga e os cartões de débito para viagens internacionais trouxeram à tona uma forma de pagamento que o brasileiro já usava, sem se dar conta, desde a década de 70, quando surgiram os vouchers para pagamento de refeições. De lá para cá, surgiram os cartões para pagamento de combustíveis e serviços automotivos, os vale-presente e, mais recentemente, o vale-cultura e os cartões para consultas médicas e exames laboratoriais. Invariavelmente, todos levaram à expansão e consolidação de uma determinada cadeia de valor. Os vales ou tíquetes restaurante, por exemplo, turbinaram o setor de restaurantes comerciais: no caso de alguns estabelecimentos, chegam a representar mais de 80% do faturamento. Estes exemplos são de redes fechadas. Mas esta forma de pagamento poderá ser utilizada em um só estabelecimento ou rede, como no caso dos gift cards, ou cartões-presente, que visam fidelizar os consumidores de uma determinada marca. Para as panificadoras, o pré-pago é uma ferramenta estratégica para reforçar seu relacionamento com os clientes de forma prática e segura. Ainda mais se levarmos em consideração que 40% da população ainda não tem conta bancária (segundo dados da FGV) – ou um potencial de R$ 665 bilhões por ano, que é a estimativa de volume transacionado por esse segmento, de acordo com pesquisa do DataPopular. No caso do e-commerce, o pré-pago oferece a vantagem adicional de reduzir as chances de fraude e roubo de identidade, uma vez que ele não tem vínculo com conta bancária do cliente. Assim como no passado o cheque suplantou o uso do papel moeda e, mais recentemente, os cartões pós-pagos (crédito / débito) alcançaram participação de destaque na preferência do consumidor, nos próximos anos o Brasil deve testemunhar uma nova revolução nos meios de pagamento. Estados Unidos e Europa já alcançaram a maturidade nos pré-pagos: agora, é a vez do jovem Brasil mostrar seu valor! *Antonio Jorge Castro Bueno é presidente do Grupo Setorial de Pré-Pagos (GSPP). Fonte:Padaria Moderna

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