Pular para o conteúdo principal

As empresas precisam estar prontas para ouvir

David P. Lima Jr Em nenhum outro momento a frase “botar a boca no trombone” esteve tão viva e atual no mundo corporativo como nos dias atuais. Centenas de empresas espalhadas por todo o país estão investindo em maneiras de fazer com que seus funcionários sejam ouvidos pelo alto escalão. O mundo da comunicação corporativa vem, pouco a pouco, se especializando e se firmando como fator estratégico. As empresas descobriram que a chamada “rádio-peão” provocava fortes distorções nas informações e que as pessoas tendiam a agir com um forte comportamento tendencioso. Durante muito tempo a “fofoca news” deu a impressão de que os funcionários sabiam mais que a própria diretoria. E na verdade, em muitos casos, sabiam mesmo. Preocupados com os resultados, na maioria das vezes catastróficos, os empresários estão investindo pesado em mecanismos que acabem com a boataria. É chegada a hora de enterrar de vez o velho “telefone sem fio” acabando definitivamente com os rumores e com a rede de intrigas que esta prática provoca. Afinal, como é possível o corpo de profissionais saber mais que a empresa? Ter ou não uma informação preciosa pode ser fator determinante para o fechamento de um grande negócio, para evitar perdas, para fortalecer uma posição competitiva, enfim, tudo o que é dito pelos corredores deve ser dito abertamente. Esta realidade traz à tona um fato: as pessoas que compõem uma empresa precisam estar preparadas para falar e para ouvir. O mundo empresarial precisa entender de uma vez por todas que as pessoas devem ter a liberdade de se expressar, mesmo quando o resultado de suas manifestações forem verdadeiras asneiras, pois, quando ouvidas as asneiras, o incêndio pode ser apagado antes de tomar proporções desastrosas. A hora e a vez da interatividade e o investimento para ouvir empregados Além dos tradicionais meios de comunicação: comunicações internas, boletins, jornais internos, as empresas contam, hoje, com meios eletrônicos, como intranet, painéis, terminais e telas digitais e, em alguns casos, rádios e TVs internas. Na Intellibiz, uma empresa de traduções empresariais, os funcionários são motivados a falar. Uma vez por mês a diretora Sra. Ana Carolina, reúne seus funcionários em um exercício que para muitos seria sinônimo de loucura, pois colocaria muita gente no “fio da navalha”. Ela reúne sua equipe onde eles, literalmente, colocam a boca no trombone, esclarecem todos os pontos duvidosos, as histórias mal contadas etc – e ela está satisfeita com os resultados dessa nova ferramenta. É claro que neste caso este tipo de reunião é possível por se tratar de uma empresa de pequeno porte, mas há casos em que empresas constituíram em seus sistemas de comunicação verdadeiras redes de TV e rádio. Fazem questão que seus colaboradores participem; muitas criaram uma linha direta com um ouvidor, outras ainda estão em busca de uma solução que tornem possível uma comunicação clara, objetiva, rápida e acima de tudo confiável. Outra ação que tem se tornado bastante comum é investir em cursos de técnicas de comunicação verbal e não verbal. As empresas estão pagando mais para as pessoas que têm habilidades de comunicação bem desenvolvidas. O mundo corporativo está ávido por pessoas que se expressem com clareza, que sejam capazes de contestar e manter suas contestações, e não há mais lugar para as pessoas inseguras. A habilidade de se comunicar é fator essencial para uma boa liderança, que por sua vez é vital para as empresas que desejam permanecer em um mercado cada vez mais competitivo. Nos últimos anos tenho treinado pessoas para falar em público. Percebi que as empresas que investiram neste tipo de treinamento, quando se apercebem dos resultados, acabam por treinar suas equipes inteiras. A comunicação não é privilégio do corpo diretivo ou da liderança. David P. Lima Jr é palestrante, consultor de empresas e diretor da Mega Treinamentos www.megatreinamentos.com.br Ele é graduado em Comunicação Social pela Universidade Braz Cubas, com especialização em Jornalismo, Pós-Graduado em Gestão estratégica de Pessoas e em Administração de Negócios pela Universidade Ítalo Brasileira. Fonte: Padaria Moderna

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os Ingredientes e suas funções

Características e funções dos ingredientes Os principais ingredientes em panificação dividem-se em dois grandes grupos: essenciais (farinha de trigo, água, fermento biológico e sal) e não essenciais (açúcar, gordura, leite, enzimas e outros). Destaque apenas para os essenciais: · Farinha O teor e a qualidade das proteínas formadoras de glúten da farinha de trigo são os principais fatores responsáveis pelo seu potencial de panificação, não obstante o amido, lipídeos e componentes aquossolúveis da farinha serem também necessários para a produção de pão com volume, textura e frescor adequados. Durante o processo de mistura, as proteínas insolúveis (gliadinas e gluteninas) da farinha de trigo hidratam-se, formando o glúten que após o tempo ótimo de mistura é capaz de reter os gases produzidos pelas leveduras, resultando desta forma um produto fermentado de baixa densidade. As gliadinas são as principais respons...

FORMULAÇÃO BÁSICA DE PÃO FRANCÊS

PARA ESTA FORMULAÇÃO UTILIZA-SE A METODOLOGIA DE PORCENTEGEM ( BAKER PERCENTAGE ) No método de porcentagem , a farinha é representada como 100 %, e os demais ingredientes como uma pocentagem da farinha. Exemplo: se eu vou utilizar 5 kg de farinha de trigo para elaborar um pão, estes 5 kg de farinha representarão 100%; e 3 kg de água gelada 60%, e assim sucessivamente. INGREDIENTES FARINHA................... (100 %) ÁGUA GELADA............... ( 60 %) SAL....................... ( 2 %) AÇÚCAR.................... ( 1 %) MARGARINA................. (2,5 %) CONDICIONADOR DE FARINHA.. ( 1 %) BANHA/GORDURA VEGETAL..... ( 1 %) EMULSIFICANTE (Opcional).. (0,1 %) FERMENTO BIOLÓGICO SECO... ( 1 %) TEMPO DE FERMENTAÇÃO Quantidade de Fermento Biol. Seco 1 % = 3 HORAS DE FERMENTAÇÃO 0,5 % = 6 HORAS DE FERMENTAÇÃO 0,25 % = 9 HORAS DE FERMENTAÇÃO TEMPERATURA DO FORNO 200 a 210º C c/vapor Processamento: 1 – Separar e pesar os ingredientes da formulação; 2 - Enviar os...

Etapas de Processamento do Pão

MISTURA ¯ FERMENTAÇÃO PRINCIPAL ¯ DIVISÃO ¯ BOLEAMENTO ¯ FERMENTAÇÃO SECUNDÁRIA ¯ MOLDAGEM ¯ FERMENTAÇÃO FINAL ¯ COZIMENTO ¯ RESFRIAMENTO ¯ CORTE EM FATIAS E EMBALAGEM Mistura: homogeneizar os ingredientes na etapa inicial, aerar e assegurar um trabalho mecânico sobre a massa, iniciando o desenvolvimento do glúten formado pela hidratação das proteínas da farinha até a obtenção de uma massa com propriedades viscoelásticas adequadas. A produção de massas à temperatura de 26-28ºC, ao final da etapa de mistura, é adequada, pois inibe a fermentação e, conseqüentemente, a produção excessiva de gases, sendo a temperatura da massa durante a mistura controlada pela temperatura da água. Fermentação Principal: é uma fermentação alcoólica e anaeróbica produzida pela ação do fermento biológico (levedura) sobre os açúcares presentes na massa. Há a produção de gás carbônico e modificações físico-químicas, as quais interferem nas propriedades plásticas da massa, participando da formação do sabor e...