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Sem Medo da Crise

ABIP – Associação Brasileira da Indústria de Panificação – lança programa de televisão, anuncia parceria com setor de mandioca e prevê crescimento de 5% sobre a inflação de 2009 É evidente que temos de respeitar a crise. Ela existe e é mundial. No entanto, o setor de panificação passa por uma excelente fase porque se preparou muito e bem ao longo dos últimos oito anos, ao longo desta década, para um crescimento muito forte. Tanto que, para os próximos dois anos – 2009 e 2010 –, tínhamos expectativa de um crescimento em torno de 10% acima da inflação. Além do aumento no consumo de pão em torno de 15% a 20%, para fecharmos a década com aproximadamente 40 quilos per capita. Estávamos com tudo isso pronto, mas com a crise os planos mudam um pouco. Contudo, acreditamos no crescimento do nosso setor entre 3% a 5% acima da inflação, um crescimento real para 2009. A ABIP tem vários projetos importantes para 2009. Um deles é o Empreendedor, um programa de televisão a ser lançado para todo o Bra...

Associação Brasileira de Franchising aponta crescimento recorde, superior a 15%, no mercado de franquias e destaca a alimentação com um dos melhores í

As franquias estão em alta. A ABF – Associação Brasileira de Franchising –, após uma análise criteriosa de mais de mil redes franqueadoras, fechou o balanço do ano de 2007 com um crescimento recorde de 15,6% e que resultou no faturamento para o setor de R$ 46 bilhões, o maior crescimento dos últimos sete anos. A alimentação, um dos segmentos que costuma registrar os maiores índices, obteve no ano passado aumento de 17% no faturamento, superando a cifra de R$ 7 bilhões. Para a ABF, o motivo para este desempenho foi o bom momento da economia brasileira e o aumento significativo de 18,2% de empresas que ingressaram ou adotaram o sistema de franquia como estratégia de desenvolvimento. A procura pelo mercado de franquias é uma tendência mundial e segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, crescimento semelhante foi registrado também nos Estados Unidos. “Nos EUA, nos últimos dois anos, o número de marcas passou de 2.100 para três mil. No Brasil o número de redes saltou de 1.013 em 20...

A escolha da profissão

Tom Coelho* Uma análise do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita pelo Observatório Universitário, indicou a correlação entre a profissão exercida e o curso superior realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas, 75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham na mesma área em que se formaram, apenas 10% dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos segue pelo mesmo caminho. Exame atento de outras profissões ainda nos indicará que apenas um em cada quatro publicitários, um em cada três engenheiros e um em cada dois administradores faz carreira a partir do título que escolheu e perseguiu. É evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. O emprego formal acabou. Nas décadas de 1960 e 1970 o paradigma apontava como colocação dos sonhos um cargo no Banco do Brasil, na Petrobras ou em outra empresa pública. Nos anos de 1980 exper...

Educação, uma questão de centralidade

Ruy Martins Altenfelder Silva* Ainda no rescaldo da virada de ano, época propícia a reflexões e a preparar a famosa lista dos bons propósitos para temporada que se inicia, não posso me furtar a examinar dois temas aos quais dedico especial atenção e cuja centralidade no debate sobre os rumos da nação só vem sendo confirmada nos oito meses em que estou à frente do Conselho de Administração do CIEE. Trata-se da educação e da inclusão profissional dos jovens, aliás, temas quase tão ligados como irmãos siameses. Inicialmente, causa espanto que, num país onde as deficiências do ensino são reconhecidas e lastimadas há décadas, as também inevitáveis listas de personalidades de destaque, publicada pela mídia nos balanços do ano que se finda, apenas registrem um ou outro nome lincado a essa estratégica questão – e, assim mesmo, quase sempre em referência a ações beneméritas. Ou seja, nada que se pareça nem de longe com o embrião da urgente revolução educacional, essencial para se atin...

Os acidentes de trabalho e os programas de prevenção

Carina Pavan* Tratado como um dos principais problemas enfrentados pela humanidade, a saúde do trabalhador é um assunto que, cada vez mais, requer atenção do setor privado e dos órgãos públicos. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, durante o ano de 2008 foram registrados cerca de 747,7 mil acidentes de trabalho. Comparado com o ano de 2007, o número teve um aumento de 13,4%. A legislação brasileira considera acidente de trabalho aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão coporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte, perda ou redução permamente ou temporária da capacidade para o trabalho. Além disso, conforme a legislação, os acidentes de trabalhos podem ocorrer no local de trabalho, a serviço da empresa, nos intervalos e no percurso entre a residência e o local de atuação. É considerado acidente de trabalho a doença profissional, ou seja, a doença desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determin...

Vendas no varejo: a diferença entre atender e vender

*Edson Rodriguez Vou relatar a experiência que tive em uma rede de lojas de roupas no Rio de Janeiro. O trabalho era identificar as razões pelas quais alguns vendedores vendiam mais que os outros. Assim, fui às lojas, acompanhar os vendedores. Como o sistema de atendimento era de rodízio, acompanhei todos até ter dez atendimentos de cada um. Esse sistema pressupõe que todos os vendedores deverão ter chances iguais de resultado. Para sumarizar, falarei apenas de três deles, do melhor, ou vendedor A, do regular, ou vendedor B e do pior, ou vendedor C. Os resultados foram os seguintes: Vendedor A: em 10 abordagens, vendeu para sete clientes. Sua característica principal era ser simpático, não falava muito, entretanto, instigava o cliente a falar. Em algumas ocasiões, percebeu oportunidades de venda de outros produtos na conversa com o cliente. Um dos clientes que ele atendeu havia entrado apenas para comprar uma calça. Esse vendedor então lhe apresentou os modelos e en...

Padarias na mira

Erros na exposição de produtos e nos procedimentos de limpeza expõem consumidores ao consumo de alimentos contaminados # Silvia Pacheco Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press Funcionários com máscaras e produtos protegidos por um vidro: exemplo de boas medidas de prevenção Pedro França/Esp. CB/D.A Press Expositor aberto à manipulação e à contaminação dos produtos pelos consumidores: facilidade de acesso carrega junto o ônus de abrir uma enorme brecha para problemas de saúde Os cuidados com a segurança e a higiene alimentar vão desde o recebimento da matéria-prima até sua chegada à mesa do consumidor, divididos nos seguintes aspectos: higiene pessoal, controle de saúde e de produção e higiene ambiental. São esses os pilares que asseguram o consumo de um produto que não venha a causar problemas de saúde. Contudo, na correria do dia a dia, alguns desses cuidados básicos deixam de ser observados e o resultado são surtos eventuais de enfermidades causadas por bactérias. Por terem uma rotatividade...